segunda-feira, 30 de março de 2009

Frutas e verduras: a dieta do câncer, por José Júlio da Ponte (Jornal O Povo)

Opinião

Artigo

Frutas e verduras: a dieta do câncer

José Júlio da Ponte 
28 Mar 2009 - 00h51min

A FAO tem proclamado em seus boletins de saúde: "O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e, também, o terceiro do ranking em mortalidade por câncer".  
 
Até os anos 60, o câncer era uma doença de escassa frequência em nosso País, com cerca de 2% de óbitos. Todavia, a partir dos anos 90, sua incidência há crescido de foma vertiginosa, em mais de 5.000%. Causa e efeito, justo em um período de dez anos (1976 a 1985), crescia em mais de 600% o consumo de agrotóxicos em nossas lavouras. O crescimento destes - implicado em hortaliças, frutas e gêneros alimentícios envenenados - demandou uma preocupante assiduidade da enfermidade.  
 
Câncer e agrovenenos são números ainda crescentes, em alarmante paralelismo. Ignorantes ou indiferentes a essa assertiva, médicos e nutricionistas - estes por excelência - continuam a prescrever dietas à base de frutas e hortaliças. Tudo bem que o façam, desde que advertissem para o consumo de vegetais saudáveis, oriundos de agricultura orgânica. Lavar frutas e verduras envenenadas em vinagre ou água corrente corrente carece de qualquer validade, eis que os modernos agrotóxicos são sistêmicos, incorporam-se à seiva da planta. O fato é que, em quase todas as famílias, chora-se a perda de um ou mais entes queridos, vitimados pelo câncer.  
 
Curioso é que, amiúde, o governo enceta campanha contra o álcool e o tabagismo, mas nunca contra os agrotóxicos, embora estes vitimem gradativamente a quase totalidade da população, enquanto o álcool e o fumo resumem-se a menos de 15%. Ocorre que as multinacionais os agrovenenos são poderosíssimas. Tomate, batata, repolho e folhosas em geral, trigo, morango, uva, citros, melão, soja, maçã, pêra e mamão alinham-se entre as culturas mais identificadas com agrotóxicos. Inaceitável que pesquisadores e agrônomos, vinculados a instituições governamentais (Universidadades, Embrapa, Emater, etc.) continuem a pesquisar e recomendar agrotóxicos. Por quê? Só sei que, em represália à minha luta contra tais venenos, cassaram-me a bolsa do CNPq que eu detinha há 20 anos. Igual destino teve a minha bolsa da FUNCAP.  
 
JOSÉ JÚLIO DA PONTE  
Professor-emérito da UFC, presidente da Academia Cearense de Ciência

terça-feira, 24 de março de 2009

Nova versão do KEMS

Para quem quiser ver provas no sistema de tablôs KE, uma versão do KEMS com uma pequena correção acaba de ser lançada. A única modificação desta versão é a uma modificação feita devido a um bug do AspectJ que estava atrapalhando a execução do sistema). A nova versão (KEMS 0.95) está disponível em: http://www.dainf.ct.utfpr.edu.br/~adolfo/KEMS Para executar o KEMS, basta unzipar o arquivo baixado e, no diretório criado, clicar duas vezes em kems.jar (para os que tiverem o java instalado, isso vai iniciar o sistema --- quem não tiver o java instalado, baixe a versão 1.5 ou superior do J2SE JRE em http://java.sun.com e instale-o antes de tentar executar o KEMS). Maiores informações sobre o sistema KE e o KEMS podem ser encontradas em http://www.dainf.ct.utfpr.edu.br/~adolfo/Thesis/ ou em http://kems.iv.fapesp.br (se o site da incubadora da FAPESP voltar a funcionar normalmente---está muito lento ultimamente).

sábado, 21 de março de 2009

Página da Minha Tese de Doutorado

Inspirado pelo João Marcos, que elaborou um site com o conteúdo da tese dele, fiz o mesmo para a minha tese.

O link é http://www.dainf.ct.utfpr.edu.br/~adolfo/Thesis/ e abaixo vai o conteúdo:

A Multi-Strategy Theorem Prover

PhD thesis, defended in partial fulfillment of the requirements for the Degree in Computer Science by IME / USP.

Author:
Adolfo Neto  [e-mail me]

Supervisor:
Marcelo Finger (IME - USP)

Abstract:
In this thesis we present the design and implementation of KEMS, a multi-strategy theorem prover based on the KE tableau inference system. A multi-strategy theorem prover is a theorem prover where we can vary the strategy without modifying the core of the implementation. Besides being multi-strategy, KEMS is capable of proving theorems in three logical systems: classical propositional logic, mbC and mCi. We list below some of the contributions of this work: * an analytic, correct and complete KE system for mbC; * a correct and complete KE system for mCi; * a multi-strategy prover with the following characteristics: - accepts problems in three logical systems: classical propositional logic, mbC and mCi; - has 6 implemented strategies for classical propositional logic, 2 for mbC and 2 for mCi; - has 13 sorters to be used alongside with the strategies; - implements simplification rules of classical propositional logic; - provides a proof viewer with a graphical user interface; - it is open source and available on the internet at http://kems.iv.fapesp.br; * benchmark results obtained by KEMS comparing its classical propositional logic strategies with several problem families; * seven problem families designed to evaluate provers for logics of formal inconsistency; * the first benchmark results for the problem families designed to evaluate provers for logics of formal inconsistency.

Resumo:
Nesta tese apresentamos o projeto e a implementação do KEMS, um provador de teoremas multi-estratégia baseado no método de tablôs KE. Um provador de teoremas multi-estratégia é um provador de teoremas onde podemos variar as estratégias utilizadas sem modificar o núcleo da implementação. Além de multi-estratégia, o KEMS é capaz de provar teoremas em três sistemas lógicos: lógica clássica proposicional, mbC e mCi. Listamos abaixo algumas das contribuições deste trabalho: * um sistema KE para mbC que é analítico, correto e completo; * um sistema KE para mCi que é correto e completo; * um provador de teoremas multi-estratégia com as seguintes características: - aceita problemas em três sistemas lógicos: lógica clássica proposicional, mbC e mCi; - tem seis estratégias implementadas para lógica clássica proposicional, duas para mbC e duas para mCi; - tem treze ordenadores que são usados em conjunto com as estratégias; - implementa regras simplificadoras para lógica clássica proposicional; - possui uma interface gráfica que permite a visualização de provas; - é de código aberto e está disponível na Internet em http://kems.iv.fapesp.br; * benchmarks obtidos através da comparação das estratégias para lógica clássica proposicional resolvendo várias famílias de problemas; - sete famílias de problemas para avaliar provadores de teoremas paraconsistentes; * os primeiros benchmarks para as famílias de problemas para avaliar provadores de teoremas paraconsistentes.



COMPLETE FINAL VERSION (also available at http://www.teses.usp.br) 30 May 2007

Chapters:

1 - Um Provador de Teoremas Multi-Estratégia (in Portuguese)

A - Introduction

B - Tableaux for Classical and Paraconsistent Logics

C - KEMS Design and Implementation

D - KEMS Evaluation

E - Conclusion

F - Brief User Manual

sexta-feira, 20 de março de 2009

Tecnólogos e o Mestrado


Acho que esa discussão na lista da Sociedade Brasileira de Computação (sobre a possibilidade de tecnólogos fazerem mestrado) pode ser de interesse dos tecnólogos na área de informática:

https://grupos.ufrgs.br/pipermail/sbc-l/2009-March/005591.html
https://grupos.ufrgs.br/pipermail/sbc-l/2009-March/005594.html

Em cada thread,  clique em próxima mensagem para ler as inúmeras respostas e opiniões conflitantes.

Leiam, por exemplo, esta mensagem de hoje:

Posso dar um depoimento pessoal e local, do nosso mestrado aqui na UFV, de que fui coordenador por muito tempo. Legalmente, não há distinção entre curso superior de curta ou de longa duração, já foi falado aqui em alguma mensagem anterior. Nenhum regimento de pós-graduação pode incluir qualquer cláusula que limite a inscrição de candidatos que fizeram o antigo tecnólogo ou curso superior de curta duração, é ilegal, eu mesmo fiz a consulta a procuradoria juridica do MEC e da UFV quando era coordenador, e o regimento geral da pos-graduação da UFV foi alterado para refletir isso. Isso é passivel de ação judicial, e o candidato ganha a causa facilmente, pois para o MEC, tudo é curso superior, não importa se durou 2, 3, 4 ou 5 anos. Já tivemos vários alunos no nosso mestrado, que fizeram o tecnólogo,  e há alguns cursando no momento  com esse background. Até o momento, não tivemos problema algum com esses alunos, pelo contrário, são muito experientes e maduros, possibilitaram o desenvolvimento de outros tipos de dissertações, mais relacionados com o dia a dia das empresas (que tem sido muito discutido aqui na lista também). Até, zeluis 

-- 
Prof. Jose Luis Braga
Departamento de Informatica - UFV
http://zeluisbraga.pro.br
http://zeluisbraga.wordpress.com
http://twitter.com/zeluisbraga



quarta-feira, 18 de março de 2009

Hotsite do Centenário da UTFPR


O hotsite do Centenário já está no ar!

O hotsite criado para comemorar os 100 anos da UTFPR já está no ar.. Na página www.utfpr.edu.br/centenario, o visitante poderá encontrar o histórico da UTFPR e dos seus 11 campi; uma galeria de fotos históricas e atuais da instituição; as logomarcas comemorativas; vídeos e documentos históricos, como a lei de criação das Escolas de Aprendizes Artífices, de 1909, e a lei de transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (CEFET/PR) em Universidade Tecnológica Federal do Paraná, de 2005; e notícias sobre o Centenário.

Além disso, a agenda de eventos de todos os campi e dos eventos promovidos pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (SETEC/MEC) também pode ser acessada.

A página tem espaço também para a participação de alunos, ex-alunos, servidores, ex-servidores e aposentados. É só enviar para a sessão "Você faz a história" depoimentos e fotos pessoais que envolvam a Instituição.

 

 


terça-feira, 17 de março de 2009

Juramento de Hipócrates

TRADUÇÃO BASEADA NO TEXTO EM INGLÊS DE LUDWIG EDELSTEIN

Juro por Apolo médico, por Asclépio, por Hígia, por Panacéia e por todos os deuses e deusas, fazendo-os minhas testemunhas de que, conforme minha capacidade e discernimento, cumprirei este juramento e compromisso escrito:
Que considerarei aquele que me ensinou esta arte como meus pais, que compartilharei com ele meus recursos e, se necessário, que proverei o que lhe faltar, que considerarei seus filhos meus irmãos, e que aos do sexo masculino ensinarei esta arte — se desejarem aprendê-la — sem remuneração ou compromisso escrito; que compartilharei os preceitos, instruções e todos os demais ensinamentos com os meus filhos, com os filhos daquele que me ensinou e com os discípulos que assumiram compromisso por escrito e prestaram juramento conforme a lei médica, e com ninguém mais.
Utilizarei a dieta para o benefício dos doentes, conforme minha capacidade e discernimento; eu os protegerei do dano e da injustiça.
Não darei a quem pedir nenhuma droga mortal e nem darei conselho nesse sentido. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher um remédio abortivo. Com pureza e santidade conservarei minha vida e minha arte.
Não utilizarei a faca, nem mesmo em doentes com a pedra, mas cederei o lugar aos homens que praticam esse trabalho.
Em quaisquer casas que eu visitar, entrarei para o benefício dos doentes, evitando toda injustiça voluntária ou outra forma de corrupção, e especialmente as relações sexuais tanto com mulheres como com homens, sejam livres ou escravos.
O que vir e ouvir durante o tratamento ou fora dele a respeito da vida dos homens, e que não for necessário divulgar, calarei, considerando tais coisas segredo.
Se cumprir e não violar este juramento, que eu possa desfrutar minha vida e minha arte honrado entre todos os homens para sempre; mas se eu o transgredir e tiver jurado em falso, que o contrário dessas coisas seja o meu destino.
Fonte: http://www.via6.com/topico.php?cid=7462&tid=108321

segunda-feira, 16 de março de 2009

Quem disse que o Brasil não exporta software? (matéria de revista Época Negócios)

Quem disse que o Brasil não exporta software?
Como um grupo de empreendedores está desbravando o mercado externo e faturando com a exportação de programas e serviços de tecnologia
João Loes

Já virou lugar-comum dizer que o Brasil não tem vocação para exportar produtos de alta tecnologia e valor agregado. Seria nosso destino vender apenas matérias-primas e alimentos. Talvez alguns produtos industrializados, como aviões e automóveis. Mas não é bem assim. Nos últimos anos, o país multiplicou suas exportações de software e serviços de tecnologia. Segundo dados da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), o Brasil faturou US$ 800 milhões nesse setor no ano passado, 13 vezes mais que há dez anos.

Ainda é muito pouco num mercado que movimentou, segundo a Softex, US$ 1,3 trilhão em 2007 em todo o mundo. É uma pequena fração dos US$ 40 bilhões que a Índia, grande estrela desse mercado, exporta por ano na área. É preciso levar em conta que, como a base inicial era baixa, qualquer crescimento tem impacto significativo no resultado. Ainda assim, o desempenho brasileiro revela que há espaço para conquistar uma posição relevante na arena global. "Do ponto de vista da competência, o Brasil está preparado para atender às demandas mundiais", diz Antônio Carlos Gil, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Softwares e Serviços para Exportação (Brasscom).

Entre as empresas brasileiras exportando nesse setor, há gente de todos os portes – de pequenos com faturamento inferior a R$ 500 mil por ano, como a D'Accord, do Recife, que produz softwares musicais, a gigantes como a Politec, com faturamento de R$ 550 milhões em 2007, especializada no desenvolvimento de programas para o sistema financeiro (leia a seguir). "Conseguimos transformar o Brasil numa referência na área de tecnologia", afirma Humberto Luiz Ribeiro, sócio e vice-presidente da Politec.

A vida de caixeiro-viajante digital não é fácil. O governo, segundo os empresários, dá pouco ou nenhum apoio para as vendas externas. Um dos obstáculos é convencer a clientela de que o Brasil é capaz de desenvolver programas inovadores e prestar serviços com qualidade mundial. Mas a legião de empreendedores brasileiros parece insistir em desafiar a lógica.

Acordes virtuais para 65 países

Uma empresa do Recife cresce com a venda de programas musicais pela

Fundadores da D'Accord, empresa do Recife especializada em softwares musicais, os programadores e sócios Américo Amorim e Jordano de Freitas conseguiram fazer sua primeira venda no exterior por meio da internet. Em 2003, dizem, um ano depois de lançarem um software pioneiro de afinação de violão, um cliente do exterior "baixou" a versão em inglês do programa por meio do site download.com. Pagou US$ 29 com cartão de crédito, sem burocracia alfandegária. "Foi uma grande surpresa", diz Amorim, que tem 26 anos, mesma idade do sócio. Hoje, a D'Accord oferece mais de dez softwares musicais pela web. Contratou nove programadores e um músico. Já vendeu, de acordo com os sócios, 160 mil cópias em 65 países desde o início do negócio. Em 2007, eles dizem que o faturamento alcançou R$ 400 mil. Agora, a empresa está desenvolvendo um game musical para os DJs. Para alavancar os negócios lá fora, fechou uma parceria com a Heg Soft, empresa americana que desenvolve planos de marketing virtual e distribui softwares na internet. "Se você tem um site e consegue gerar tráfego para ele, pode se tornar exportador da noite para o dia", afirma Amorim.

Inovação na área educacional

O Brasil usava pouca tecnologia em salas de aula. A solução foi apostar no mercado americano

Em 2003, ao desenvolver seu software de simulações tridimensionais para lousas eletrônicas, o empresário Mervyn Lowe, fundador da P3D, de São Paulo, diz que já estava de olho no mercado externo. Lowe, de 41 anos, afirma que sabia das dificuldades que teria para vender o produto aqui no Brasil, dado o baixíssimo índice de uso de tecnologia em salas de aula na época, mesmo em escolas privadas. Por isso, logo depois de finalizar o produto, diz que foi averiguar o mercado americano. Em sua primeira viagem, visitou a NECC, uma feira anual voltada para o uso do computador no ensino, em Boston, na Costa Leste dos Estados Unidos. Lá, Lowe diz que conheceu representantes da SmartBoard, uma empresa americana criada em 1987 que foi uma das pioneiras no desenvolvimento de programas do gênero. Segundo Lowe, eles se interessaram pelo produto e queriam distribuí-lo no mercado americano. "O pessoal ficou impressionado com nosso software", afirma. "A lousa eletrônica é o ápice da tecnologia."

Lowe diz que levou seis meses para produzir uma versão em inglês do programa, cuja licença custa US$ 700 por unidade. Mas valeu a pena. O negócio lhe abriu as portas do mercado internacional. Hoje, além dos EUA, diz Lowe, seu software é usado em escolas de 12 países, entre eles Inglaterra, Alemanha, Espanha e Finlândia. No Brasil, cerca de 150 instituições já usam o programa da P3D. O faturamento da empresa alcançou R$ 2,5 milhões em 2007, 30% dos quais em exportações, Lowe pretende aumentar a fatia das exportações para 50% do total até 2011. 


Facilidades para as empresas

Engenheiro paulistano prospera com a venda de programas para computadores de mão e celulares

O engenheiro paulistano Marcelo Condé, de 33 anos, fundador da Spring Wireless, especializada na criação de aplicativos para computadores de mão e smartphones, tem marcas poderosas entre seus clientes externos, como o Citibank e a Coca-Cola. Para o Citi, ele desenvolveu um software que permite aos gerentes abrir novas contas fora da agência por meio de um dispositivo portátil. Para a Coca-Cola, um programa usado pelos vendedores da empresa que permite controlar os pedidos em tempo real. Condé diz ter uma parceria com uma das maiores seguradoras da Rússia. A empresa, segundo ele, trabalha com 20 mil corretores que visitam a clientela com dispositivos móveis para fazer simulações e vendas. Hoje, afirma, dos R$ 170 milhões que a empresa faturou em 2007, 10% foram de exportações para 13 países.

As lições da ciranda financeira

O conhecimento do país na área bancária facilita a venda de programas para instituições no exterior

A Politec, uma das maiores empresas de produção de softwares do país, especializada nas áreas financeira e governamental, exportou cerca de R$ 50 milhões em 2007. Foi cerca de 10% de seu faturamento anual, de R$ 550 milhões em 2007. Neste ano, a empresa, que tem sede brasileira, espera multiplicar a receita externa. Afinal, acabou de receber um aporte de US$ 20 milhões da Mitsubishi, um dos maiores conglomerados do Japão, e, até o final do ano, deverá receber mais US$ 60 milhões. De quebra, ainda ganhou a Mitsubishi como cliente. "A negociação levou quatro anos", afirmou Humberto Luiz Ribeiro, vice-presidente e sócio da empresa. "Mas o esforço compensou."

A Politec também deverá oferecer serviços de tecnologia para o Japão. Segundo Ribeiro, o Brasil tem uma das maiores comunidades japonesas do mundo e pode oferecer o serviço por um preço muito menor que o cobrado no Japão. Ribeiro se refere à distância e, principalmente, ao fuso horário entre os dois países. As 12 horas de diferença jogam a favor do Brasil. "Podemos cobrar preços de mão-de-obra noturna para atender os japoneses de dia", diz.

No rastro da AmBev

Contrato com a cervejaria abriu as portas do grupo InBev, presente em 32 países

Especializada no desenvolvimento de programas para departamentos jurídicos de empresas, a Tedesco, de São Paulo, entrou no mercado externo pela mão da AmBev, que reúne a Brahma e a Antarctica. Segundo o fundador da Tedesco, Marcelo Madalozzo, o sistema passou a funcionar em versão adaptada às necessidades da AmBev em 2007. Funcionava tão bem, de acordo com o empresário, que um representante da InBev – grupo com sede na Bélgica que controla a AmBev no Brasil – resolveu adotá-lo em todo o mundo. Hoje, o programa roda nos escritórios da InBev de 32 países e em 17 línguas. A próxima meta é chegar aos celulares com tecnologia 3G. Até agora, a InBev é o único cliente externo da Tedesco. Mas Madalozzo diz que a empresa está desenvolvendo projetos na Guatemala e está prospectando clientes em outros países. A julgar pelo sucesso que alcançou com a AmBev, cuja exigência é reconhecidamente alta, tem tudo para dar certo.

 



Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI3944-15259,00.html

Morre o diretor da UTFPR Campus de Campo Mourão


Vitimado por uma infecção generalizada, morreu por volta das 21h40 deste sábado (14/3) em Maringá, o professor Celso Aparecido Gandolfo, diretor da Universidade Tecnológica Federal campus de Campo Mourão (antigo CEFET).

Gandolfo, 37 anos, passou mau há cerca de uma semana após comer peixe e uma espinha ter se alojado em seu intestino.

O professor foi internado em Campo Mourão e na quarta-feira transferido para o Hospital Maringá.

Neste sábado a tarde o quadro clínico se agravou com febre superior a 40 graus.

Gandolfo exercia seu segundo mandato como diretor da instituição após ter sido reeleito por mais quatro anos em agosto do ano passado.

Ele era formado em Processamento de Dados pelo Centro de Ensino Superior de Maringá (Cesumar) e estava na UTFPR desde 1995.


Fonte: http://www.colunadoely.com.br/ler_noticia.asp?id=1429

sexta-feira, 6 de março de 2009

Torne-se um Multiplicador em Qualidade de Software

                                           

 

 

PROGRAMA DE QUALIDADE EM DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

 

Etapa 1 - FORMAÇÃO DE MULTIPLICADORES

 

Venha tornar-se um Multiplicador!!!

 

 

O CITSCentro Internacional de Tecnologia de Software em parceria com o SEBRAE/PR lança o Programa de Qualidade em Desenvolvimento de Software voltado às micros e pequenas empresas do estado.

A 1ª etapa deste projeto visa a formação de multiplicadores através de cursos gratuitos, capacitando-os como instrutores do pacote de capacitação em Qualidade de Software.

Na 2ª etapa os multiplicadores serão contratados para ministrarem treinamentos às empresas paranaenses do mercado de TI.

As regiões participantes do projeto são: Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Pato Branco.

 

A formação dos multiplicadores será composta pelos seguintes treinamentos GRATUITOS:

 

Inscrições até 20/03/2009

 

Local de realização da capacitação dos multiplicadores: SEBRAE/PR – Rua Caeté, 150 – Prado Velho - Curitiba/PR.

 

Pré-requisitos: Os interessados em tornarem-se multiplicadores devem residir nas regiões acima citadas e ter formação ou experiência comprovada nas áreas ligadas à Tecnologia da Informação. Os candidatos passarão por uma seleção através de currículos e disponibilidade de horários para a execução dos treinamentos às empresas.

 

Os interessados devem enviar seus currículos para

educacao@cits.br com o título Qualidade de Software até 20/03/2009

 

Maiores informações: 41 3025.9659 ou através do e-mail educacao@cits.br

 

Apoio:

                       

 

 

 

 

Karina Bettega Espínola

Educação Continuada

CITS - Centro Internacional de Tecnologia de Software
* Rua do Semeador, 702 - CIC  CEP. 81270-050  Curitiba-PR

(    +55  (41)  3025-9663 - Fax:  +55  (41)  3025-9735
 http://www.cits.br




quinta-feira, 5 de março de 2009

Organização pessoal melhora a qualidade de vida

Isso acontece principalmente com aqueles que ainda não sabem como organizar seus dias adequadamente e acabam se perdendo em meio a tantas atividades, dando espaço ao cansaço, às dores no corpo e à falta de disposição. Com isso, não abrimos espaço para dar a devida atenção à pessoa mais importante em nossas vidas: nós mesmos!

Há algum tempo foi realizada uma pesquisa com mais de cinco mil mulheres para saber como elas administram o seu tempo, já que muitas precisam trabalhar, estudar, cuidar da casa, dos filhos, do marido, da família e, ainda, dar espaço ao lazer e aos cuidados com a aparência e a saúde. O surpreendente é que 81% delas dizem conseguir executar múltiplas tarefas com qualidade. Muitas mulheres acabam sendo escravas das urgências, mas buscam constantemente um lugar na sua agenda para cuidar de si mesmas, fazendo uma caminhada ou mesmo indo ao salão de beleza, algo que traz imensa satisfação pessoal para o universo feminino.

É possível perceber que poucas pessoas conseguem alcançar a plena satisfação pessoal em meio a toda a correria do dia-a-dia. O problema é que muita gente faz as coisas certas na hora errada ou, então, gasta muito tempo com atividades desnecessárias. As consequências disso são as horas extras no trabalho, o estresse e a decepção por querer realizar muitas coisas e sentir-se mal por não ser capaz. Quantas vezes você já disse para si mesmo que gostaria de ter mais tempo com os seus filhos, com os amigos, com o companheiro ou, então, mais disposição para si mesmo, mas o cansaço não o permitia? É possível, sim, ser produtivo no trabalho e realizar tudo o que precisa, tendo espaço ainda para aproveitar o melhor da vida pessoal com simples mudanças nos seus hábitos de organização.

Anote tudo, não esqueça nada! Com as novas tecnologias, a famosa e velha agenda de papel vem sofrendo muito preconceito por parte dos profissionais, que, junto com elas, abandonam o hábito de escrever suas atividades. Para os adeptos às inovações tecnológicas, sugiro que procurem algumas ferramentas existentes hoje para a organização pessoal. Adote novamente o hábito de escrever o que precisa ser feito nos próximos dias e planeje a execução. Confiar seus compromissos apenas na memória não é uma maneira recomendável para cumpri-los no prazo correto.

Experimente o método da "calculadoração". Algumas pessoas podem não acreditar no planejamento por não conseguirem cumpri-lo adequadamente. O motivo é que esta organização pode estar sendo feita de forma errada. Muita gente faz uma lista imensa de atividades e no fim do dia percebe que não conseguiu cumprir um terço dela. Por isso, após escrever quais são as suas atividades importantes e urgentes, pergunte-se quanto tempo levará para realizar cada uma delas. Então, some e analise a real possibilidade de fazer tudo dentro do seu tempo disponível no trabalho. A dica é começar com pouco tempo de tarefas e, depois, expandir gradativamente para adquirir esse hábito.

Respeite seus limites. Como hoje as informações correm em uma velocidade acelerada, surgem mais compromissos e trabalho durante o dia. Assim, o tempo destinado à realização daquelas atividades que já haviam sido planejadas é reduzido. Por um desejo - ou uma obrigação - de fazer tudo rápido, as pessoas parecem querer abraçar o mundo e tentam fazer mais do que podem, ficando até mais tarde no escritório ou levando trabalho para casa. Esse é um erro que deveria ser evitado ao máximo. É claro que nem sempre temos como fugir disso, mas realizando um bom planejamento, não desperdiçando tempo e conhecendo nossos limites, podemos fazer aquilo que sentimos prazer e conquistar uma vida melhor, com mais qualidade de vida e satisfação!

Texto adaptado: Christian Barbosa, um dos maiores especialistas em gerenciamento de tempo e produtividade pessoal e empresarial do país.

Para saber mais, acesse: www.christianbarbosa.com.br

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Fonte: http://informativo.ct.utfpr.edu.br/publicacao3/noticia22.php

Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Diagnósticos para a Saúde Pública (com a participação de professores da UTFPR)

http://www.cnpq.br/programas/inct/_apresentacao/inct_diag_saude.html

O Instituto

O objetivo deste Instituto é a implantação de novas tecnologias para diagnóstico de doenças causadas por microorganismos que sejam relevantes para a saúde pública. O foco inicial será em algumas das doenças ditas negligenciadas, como doença de Chagas e dengue, e nas patologias cujo diagnóstico é compulsório para o sangue: HTLV1, HTLV2, HIV1, HIV2, hepatite B, hepatite C, doença de Chagas e sífilis.

As plataformas de diagnóstico a serem implantadas na primeira fase de criação do Instituto serão as de multitestes para a sorologia compulsória do sangue, utilizando microarranjos líquidos e a de teste rápido com fluxo lateral.

A meta do Instituto é a nacionalização de insumos e sistemas de diagnóstico relevantes para a saúde pública, envolvendo métodos rápidos para utilização no local de tratamento (point of care) e procedimentos de multiteste para o diagnóstico e controle do sangue. Assim, o programa envolve a clonagem e expressão de antígenos microbianos necessários para os testes, purificação de antígenos, conjugação de antígenos a suportes sólidos, ensaios com soros padrão, desenho de sondas moleculares para diagnóstico molecular, síntese de oligonucleotídeos, desenvolvimento de novos suportes em substituição àqueles importados, desenvolvimento de novos equipamentos.

A transferência de tecnologia será feita tanto para o Planta de Insumos do TECPAR/IBMP como para Bio-Manguinhos, que são as unidades do Instituto voltadas para a produção.

O Brasil enfrenta o desafio de preencher uma lacuna histórica e perversa localizada entre a pesquisa e o setor produtivo. Embora este seja um problema mundial, enfrentado também por países desenvolvidos, o Brasil encontra dificuldades adicionais em disponibilizar produtos de conteúdo tecnológico aos programas públicos de saúde, seja pelas dimensões continentais de sua população, seja pelo quadro epidemiológico agravado por doenças negligenciadas.

Diante deste quadro, o projeto se propõe a contribuir para o preenchimento deste hiato no que tange ao segmento de kits diagnósticos. O instituto vai se localizar nas fases mais avançadas da cadeia de inovação e será edificado com base em um programa de pesquisa aplicada focada no desenvolvimento e organização de capacidades científicas e tecnológicas para o desenvolvimento de kits diagnóstico, insumos e equipamentos, os quais serão repassados ao setor produtivo.

Os alvos prioritários são kits diagnóstico que possam efetivamente contribuir para as ações de saúde pública, centrados em dois segmentos: multitestes para diagnósticos laboratoriais e multitestes rápidos para utilização no local de tratamento.

O programa de pesquisa estabelece metas bem definidas, para o médio e longo prazo, partindo-se das tecnologias mais avançadas nestes dois segmentos: micro-arranjos líquidos para diagnóstico laboratorial e multitestes rápidos para diagnósticos no local de tratamento para desenvolver produtos inovadores, com alto valor agregado e grande efetividade em saúde pública, para serem produzidos em escala comercial pela indústria.

Merece ser destacado que o programa de pesquisa contempla outras iniciativas para o desenvolvimento e nacionalização de produtos inovadores ao longo da cadeia produtiva do segmento de kits diagnósticos: micro-esferas magnéticas (insumo base para a plataforma de micro-arranjos líquidos), antígenos (naturais e recombinantes), para compor ambos os testes e equipamentos de análise e interpretação de resultados. Dominados estes pontos críticos nesta cadeia produtiva, o país se tornará capaz de desenvolver e escalonar rapidamente a produção de outros kits diagnósticos com amplo espectro de aplicação em saúde pública.

Este projeto objetiva também capacitar instituições e pesquisadores nestas duas plataformas tecnológicas, o que significa que as tecnologias que serão desenvolvidas podem perfeitamente ser apropriadas por outros segmentos econômicos, com destaque para o setor de agronegócio.

Sede

Instituto Carlos Chagas (ICC), a nova unidade da Fiocruz recentemente criada em Curitiba.


Pesquisadores envolvidos


(...)

35. Nestor Cortez Saavedra Filho PhD. Prof Adjunto UTFPR

36. Fábio Kurt Schneider, PhD. Prof Adjunto UTFPR

37. Hugo Vieira Neto, PhD. Prof Adjunto UTFPR

38. Daniel Hioki, PhD. Prof Adjunto UTFPR

39. Arandi Ginane Bezerra Junior, PhD. Prof Adjunto UTFPR

(...)


Um interessante site com visualizações


Encontrei no twitter do Silvio Meira ( http://twitter.com/srlm?page=1 ):

Many Eyes

Veja, por exemplo,

Visualização de discurso do presidente americano Barack Obama no congresso americano em 24 de fevereiro de 2009

Visualização de aprovações de medicamentos no FDA, por empresa, no período 2000-2008

terça-feira, 3 de março de 2009

Exportam-se cérebros. Perde o País.

"No Brasil não temos uma lei para ciência e tecnologia, alguma coisa que permita abater no Imposto de Renda eventuais doações à universidade. Valoriza-se a atividade artística, mas não a científica. É sintomático do que escreveu Mário Henrique Simonsen: 'É um país de beletristas'"
Francisco Antonio Doria.

Leia mais em http://www.aylons.kit.net/2005/12/exportam-se-c-sede-da-fiocruz.html ou em http://www.apubh.org.br/clipping/111205/index.htm

segunda-feira, 2 de março de 2009

Kile: o melhor editor para Latex no Ubuntu?

Descobri o Kile através deste post:

http://ubuntuforums.org/showthread.php?t=83830

Instalei-o e, até agora, é o melhor editor Latex para Ubuntu com que já trabalhei.

Permite até mesmo uma previsão de um trecho do texto (opção Build - QuickPreview). Excelente!

Para instalar, basta digitar no terminal:

sudo apt-get install kile

Saiu hoje no Blog de Jamildo (JC, Recife): "Abertura e transparência, com proteção à privacidade"

Saiu hoje no Blog de Jamildo (Jornal do Commercio, Recife): "Abertura e transparência, com proteção à privacidade".

Artigos em torno do tema estão sendo reunidos no blog "Cibersegurança e O Domínio Público".

Ruy
de Queiroz


OPINIÃO / ARTIGO

Abertura e transparência, com proteção à privacidade

POSTADO ÀS 08:25 EM 02 DE MARÇO DE 2009

Por Ruy J.G.B. de Queiroz

Como diz John Schwartz numa matéria recente no New York Times ("An Effort to Upgrade a Court Archive System to Free and Easy ", 12/02/09), estamos nos acostumando a encontrar praticamente tudo na internet, de forma rápida, e de graça.  Mas quando se trata de decisões judiciais, não se tem Google. Mesmo nos EUA, o acesso a decisões das cortes federais e processos judiciais tem que ser feito através de um sistema antiquado, não-gratuito, e mantido pelo governo, chamado PACER ("Public-Access to Court Electronic Records"). 

Recentemente, um grupo de ativistas pela transparência e por um "governo aberto", liderados por Carl Malamud (tecnologista, autor de diversos livros, e defensor do domínio público, mais conhecido atualmente como fundador da organização civil sem fins lucrativos "Public Resource" - public.resource.org) se juntaram para tentar modernizar o sistema de registros judiciais levando ao domínio público partes da base de dados do PACER às quais tiveram acesso.  (...) (leia mais)




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